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| 28/06/2007 |
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Cannes 2007-Final
A IMPORTÂNCIA DE UM LEÃO
Sergio Valente: 5 Leões para a DM9
Entre 1988 e 89 o Brasil somou 20 Leões. Grande parte deles conquistada por Washington Olivetto, que tinha em sua W/GGK um diretor de criação chamado Nizan Guanaes, e pela dupla José Fontoura da Costa e Clóvis Calia, da Standard Ogilvy & Mather. E naquela época Cannes ainda era um festival só de filmes. A Argentina de hoje é o Brasil do final dos anos 80. Em 90, na vigência do Plano Collor, a propaganda brasileira trouxe apenas dois troféus. Nos anos seguintes e até hoje não ganhamos mais do que cinco Leões num mesmo ano com comerciais. Em 92 Cannes introduziu a área de Press e atualmente são nove no total. Em 93 ainda tivemos a alegria de comemorar nosso primeiro Grand Prix, em Press. A propaganda mudou, o mundo mudou, a comunicação divide mais a importância entre suas áreas. E o Brasil provou que de alguma forma acompanha essa evolução conquistando Grand Prix de Internet. E no geral ainda ganhamos da Argentina este ano em Leões: 30 a 26. Mesmo assim, muitas críticas pela atuação nacional em filmes. Mas é preciso dizer que ainda é importante ganhar Leão. Só que é diferente. Quando Olivetto ou João Daniel Tikhomiroff contabilizavam 40 troféus só de comerciais, a importância era muito grande. Leão no currículo valorizava muito mais um profissional. Mas não devemos perder a noção de que continua sendo muito difícil ganhar um Leão, em qualquer área, até mesmo com fantasmas. É preciso ser um bom fantasma. Para Cannes, hoje, tanto faz, já que seu presidente Phil Thomas, determinou que o evento é uma competição de idéias. Os fantasmas deixemos para criticar entre nós, para avaliar o real desempenho de cada profissional. É preciso reconhecer a importância dos cinco Leões da DM9DDB, a brasileira mais premiada este ano. É preciso louvar os dois Leões de Ouro da Neogama/BBH e da Publicis. É preciso agradecer os cinco Leões da Africa que numa participação especial ajudou o Brasil a aumentar seu cartel, os dois da F/Nazca, AlmapBBDO e McCann, e um cada da Artplan, Agência Click, Fischer, Talent, JWT, Leo Burnett, Matos Grey, MPM e Santa Clara.
Escrito por Adonis Alonso às 13h07
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| 26/06/2007 |
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Cannes 2007
POR QUE O BRASIL NÃO GANHA TITANIUM?
(Jurado argentino explica resistência dos europeus)
Reyes: concentrar no case
Depois de Nizan Guanaes e Adriana Cury na segunda e terceira versões do Titanium Lions, neste ano o Brasil não teve jurado na área. Embora não seja isso que determine, provavelmente a ausência de prêmios nacionais tenha contribuído. E mais uma vez a propaganda do país nem chegou ao short list. Rodrigo Figueroa Reyes, presidente da FiRe Américas, rede de agências de conteúdo associada à DDB Worldwide, representou a Argentina no Titanium & Integrated Lions, de onde saiu com um Ouro para a ação “Barrio Bonito”, da BBDO para Nike, e com o Grand Prix de Ações Integradas para a campanha de Axe 3, da Vega Olmos Ponce para Unilever. Reyes, que se auto-define como um publicitário argentino que “tiene buena onda com o Brasil”, apesar da rivalidade, tenta explicar a resistência que os cases nacionais enfrentam, especialmente entre os jurados europeus e principalmente com os ingleses. “Sou um grande admirador da publicidade brasileira. Pela época que comecei na profissão, meus três ídolos são Washington Olivetto, Nizan Guanaes e Marcello Serpa. Por isso fico preocupado porque vejo que o Brasil tem qualidade para ganhar Titanium”, diz Rodrigo. Para ele, o grande problema é que todos os cases brasileiros começam da mesma maneira, com uma introdução prepotente e desnecessária, lembrando que o país é grande, o maior da América, o melhor em futebol, etc. “Todos os cases ganhadores tiveram uma introdução simples, explicando o problema, a solução e o resultado. Cada vez que entrava um brasileiro podia-se notar a irritação de alguns jurados europeus. O inglês, especialmente, me perguntou se na Argentina também não existe futebol e se eu lembrava que a Inglaterra foi quem inventou esse esporte. Ou seja, o discurso brasileiro incomodou o júri. Tenho certeza de que se o case se restringisse ao assunto, ao produto, à estratégia e ao resultado, o Brasil teria mais chances na área”, finalizou Reyes.
Escrito por Adonis Alonso às 17h49
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| 25/06/2007 |
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Cannes 2007
VALE A PENA CONFERIR
(Site do festival disponibiliza filmes premiados)

Campanha da Arnet: favorita do público
Para o público que lotou o Grand Auditorium e o salão Claude Debussy, do Palais des Festivals de Cannes, o Grand Prix de Filme deste ano foi uma campanha Argentina da Santo de Buenos Aires para Arnet Broadband, o serviço banda larga da Telecom, produzida pela Wasabi Films. Foi o trabalho mais aplaudido, com entusiasmo igual para as vaias quando se anunciou que havia ganhado apenas Leão de Prata. Afinal, Evolution, da Ogilvy Canadá, premiado com o GP de Cannes 2007, é uma idéia de transformação de pessoas comuns em modelos que já se viu dezenas de vezes em publicidade. Os cinco comerciais batizados de Bald de um a cinco, foram produzidos para a área de Varejo, primo pobre da propaganda, mostrando que é possível realizar-se um trabalho criativo, inteligente, bem humorado e com grande resultado nessa área. A campanha pode ser conferida no site do Festival de Cannes (aqui), assim como todos os filmes premiados. Vale a pena ver a morte do casal de lagartixas, por exemplo, tema de comercial da Publicis da Tailândia para o cimento Olpic Fibre, ou o novo idioma falado só entre os consumidores do Viagra, criado pela Taxi do Canadá para Pfizer, ou Ligações Perigosas da BBH London para Levis, rever o Paint, da Fallon London para Sony Bravia, conferir o “irmão do gigante da Claro em Power of Wind, da Nordpol Hamburg, apreciar o desempenho de atores em Clarence, da La Comunidad Argentina para o Festival de Cinema Independente de Buenos Aires e ainda chocar-se com Black Seat, da BBDO da Alemanha para o minicarro Smart da Daimler Chrysler.
Escrito por Adonis Alonso às 13h56
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