16/06/2007
 

Cannes 2007

DIRECT DEFINE SORT LIST

Brasil tem pelo menos 9 finalistas

 

O juri do Direct Lions terminou na noite de hoje (16) a definição do short list da área. Pela primeira vez todos os jurados puderam ver a totalidade dos trabalhos selecionados. Com isso melhorou a impressão sobre as campanhas e ações inscritas. Flávio Salles já começa a ficar otimista em relação a prêmios para o mercado brasileiro. Pelo que pôde observar o Brasil tem pelo menos nove campanhas finalistas, pois a apresentação em pranchas não identifica o país nem a agência concorrente. Entre os trabalhos do país que formam o short list dois são da Sun MRM de Salles, um para o Clube Méd e outro para a AACD, ambos premiados no último Fiap.



Escrito por Adonis Alonso às 16h40

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Cannes 2007

RÁDIO TRÂNSITO DESTACA-SE NO MEDIA LIONS

 

Franzão: Case Rádio Trânsito é favorito

 

Em processo de definição do short list, o júri do Media Lions reconhece a qualidade de pelo menos quatro trabalhos brasileiros. Quem puxa a fila é o case “Rádio Sul América Trânsito”, criado e desenvolvido pela MPM Propaganda em parceria com a Rede Bandeirantes para Sul América Seguro Auto. Ângelo Franzão, jurado brasileiro da área, também destaca como favoritos os cases do Itaú (envelopamento do suplemento de segurança do jornal Valor Econômico, da Pedigree que embalou jornais e o case Cinema Interativo da Agência Click para a Fiat.  A Rádio Sul América Trânsito começou a operar no início de fevereiro deste ano através de um investimento de R$ 30 milhões do anunciante para consolidar sua imagem junto ao público de São Paulo. A emissora dedica-se 24 horas por dia a colaborar com o paulistano em um de seus maiores problemas, o trânsito da cidade. O projeto levou quase um ano para ser concretizado e teve participação efetiva de Aaron Sutton, diretor de criação, e Daniel Chalfon, sócio e diretor de mídia da agência do grupo Ypy comandada por Bia Aydar.



Escrito por Adonis Alonso às 12h58

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Cannes 2007

DIRECT TAMBÉM NÃO ENTUSIASMA

 

Salles: nenhum país se destaca

 

Assim como vem ocorrendo no júri de Cyber, os jurados do Direct Lions também concordam que nesta versão do festival são poucos os trabalhos que entusiasmam e que apresentem uma efetiva inovação. Segundo Flávio Salles, jurado brasileiro da área, nenhum país até agora se destacou. O trabalho deste sábado (16) se concentrou na elaboração do short list. Isso foi possível porque desde a última quarta-feira (13) o júri dedica quase 12 horas por dia à avaliação dos trabalhos inscritos. Nesse período os profissionais tiveram que eliminar um grande número de campanhas inscritas. “São campanhas de promoção e até de publicidade que foram inadequadamente inscritas no Direct Lions”, explica Salles, confirmando que o presidente do júri, Rory Sutherland determinou a exclusão imediata de trabalhos que não apresentassem um estímulo à resposta, ao diálogo e relacionamento. Neste domingo os jurados do Direct Lions têm a missão de eleger os cases e ações de marketing direto que receberão Leões de Ouro, Prata e Bronze nesse Festival de Cannes.

 

Escrito por Adonis Alonso às 12h24

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MATERAZZI SELA PAZ COM A FRANÇA

 

Anúncio:veiculação começou dia 12

 

Marco Materazzi, o zagueiro italiano vítima da famosa cabeçada de Zinedine Zidane na final da Copa de 2006 na Alemanha, prova que não restou mágoa da França. Ele é a estrela da nova campanha do canal France 24, TV que acaba de iniciar suas operações na Itália. O trabalho é da Alta Comunicazione, rede de agências com sede em Firenze e escritórios em Milão, São Paulo e Ribeirão Preto. “La rete francese di cui c’era bisogno” (A rede francesa que era mesmo necessária) é o título do anúncio que começou a ser veiculado em todo o território italiano no último dia 12. “O espírito da campanha é mostrar que Materazzi está em paz com o povo francês, tanto que assiste o canal sem constrangimento”, explica Zeppa Tudisco, criativo que comanda a agência no Brasil com Beto Furlan. E para provar que não se trata apenas de uma oportunidade de ganhar dinheiro, Materazzi doou seu cachê para instituições filantrópicas da Itália, França e Tanzânia. A Alta Comunicazione comemora o resultado da campanha quanto ao objetivo de resgatar a paz entre italianos e franceses que vinham se estranhando em razão do conflito futebolístico da última Copa. O canal France 24 transmite noticias para toda a Itália 24 horas por dia e faz parte do grupo privado TF1 France Television.



Escrito por Adonis Alonso às 12h08

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15/06/2007
 

CANNES 2007: PROMO VAI BEM, CYBER NÃO

 

Suzana: consenso dos jurados

 

Jurados brasileiros no Cannes Lions 2007 encerraram há pouco seus trabalhos de hoje. Geraldo Rocha Azevedo, presidente do Promo Lions, garante que até amanhã no final do dia sua área já terá o short list definido. Segundo ele, “Tem muita coisa boa, do mundo todo, e será difícil escolher os premiados”.  Enquanto isso, na área de Cyber não há tanto otimismo. O júri precisará de mais dois dias para começar a discutir o short list, explica Hugo Rodrigues. Nossa outra representante nessa área, Suzana Apelbaum, diz que há um consenso entre os jurados de que apenas cerca de 10% das 2.711 peças inscritas têm qualidade para disputar Leões. O júri de Cyber está dividido em cinco subgrupos, cada um com cinco ou seis profissionais julgando uma méida de 540 peças. Suzana explica que a evolução da área resume-se a um número muito maior de peças com vídeo. Para ela, que foi jurada no Webby Awards e NY Festival, além de ter presidido o júri de Internet do Fiap, os trabalhos brasileiros ainda acompanham o nível dos melhores concorrentes. Mesmo assim, diz que a sua agência, a Africa, não tem muita expectativa de prêmios. “Para nós, inscrever em Cannes foi uma estratégia visando fazer com que toda a equipe prestasse mais atenção ao mundo digital. Mas foi uma iniciativa pontual e não combina com a postura da Africa, de não participar de premiações. Ela se aproxima mais de uma agência de Marketing”, afirma. “Nosso Grand Prix, porém, já está ganho. Foi o fato de termos recebido mais de 400 idéias de publicidade na Internet geradas desde os estagiários até pelo Gordilho e o Nizan”, comemora. Finalizando, Suzana reconhece em tecnologia o Brasil ainda fica muito atrás dos Estados Unidos, de alguns mercados europeus e da Ásia, mas festeja a capacidade do país utilizar tecnologias simples com mais criatividade. Ângelo Franzão, jurado do Media Lions, declara que o dia de trabalho exigiu muita atenção para avaliação detalhada dos cases. Já Ricardo Chester Amaral, que representa o Brasil na área de Press, teve sua primeira jornada e explica que o júri ainda nem conseguiu dar uma passada geral por todas as peças.



Escrito por Adonis Alonso às 15h29

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DESENCANNES TROCA CANNES POR LIVRO

 

Ganhador recebe seu "Leão" e o anúncio "Kennedy" do Último segundo

 

O projeto Desencannes em Cannes foi abortado, transferido para 2008 e trocado por um livro a ser lançado em agosto editado por Marcelo Duarte, autor do “Guia dos Curiosos”. Segundo Victor Marx, um dos idealizadores do site, como estava difícil viabilizar o projeto junto a patrocinadores e surgiu a oportunidade do livro, o Desencannes decidiu concentrar seus esforços na publicação. “Será obviamente um livro muito mais de imagens do que de textos, com as peças mais premiadas nesses dois anos de Desencannes”, explica Marx. O lançamento vai acontecer durante o 2º Desencannes, o festival nacional de anúncios, outdoors e fonogramas impublicáveis. Como vai a Cannes, a última ação do site com relação ao festival mais importante da propaganda mundial foi a premiação do Desenyoung, quando entregou um pôster do técnico Emerson Leão ao vencedor Marcelo Martins por seu anúncio “fantasma” para o Último Segundo, do iG. “A idéia era levar o ganhador a um treino do Corinthians para ele ver um Leão de perto, mas nem isso conseguimos porque o técnico já havia sido demitido”, lamenta Marx. O júri que escolheu o vencedor do Desenyoung foi formado por Guga Ketzer, da Loducca, João Lineu, da AlmapBBDO, Vinícius Miike, da África, e João Caetano, da Leo Burnett.



Escrito por Adonis Alonso às 10h33

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AGE COMEMORA 70 ANOS DA ULTRAGAZ

 

 

Com estréia marcada para o dia 1º de julho na TV Globo e programação de quatro meses de veiculação nacional, uma grande campanha vai marcar os 70 anos de atuação da Ultragaz no Brasil. O trabalho da age tem como base a canção “Vida de viajante”, de Luiz Gonzaga, que abre com a frase: “Minha vida é andar por este país”. Um comercial de um minuto com versão de 30 segundos, produzido pela S Filmes com direção de Sergio Cuevas, mostra a presença da empresa no dia-a-dia dos brasileiros através de seus caminhões que cortam todo o país, dos entregadores e das atividades rotineiras que dependem do gás engarrafado, como seu uso na cozinha para a preparação da alimentação e na geração de iluminação em locais mais remotos. Carlos Domingos e Paulo Pretti assinam a criação da campanha, que tem produção sonora da Voz do Brasil.



Escrito por Adonis Alonso às 10h08

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14/06/2007
 

NOVELA INTERATIVA TEM 85 MIL ACESSOS

 

 

A primeira novela interativa na Internet: “De que lado você está?”, lançada na última segunda-feira (12) pelo portal iG, já registrou um total de 85 mil cliques à página desde a apresentação do trailer. Criada e produzida pela 141/Soho Square em parceria com a CinemaCentro, a novela atende o conceito “O mundo é de quem faz” criado há um ano pela NeogamaBBH para o iG. Nesta quinta-feira será disponibilizado o terceiro capítulo da trama vivida basicamente por cinco personagens e seus avatares numa vida virtual paralela. Segundo Mauro Motoryn, presidente dessa agência brasileira do grupo WPP, embora não haja números concretos, o portal está registrando um grande volume de internautas com sugestões sobre o rumo da história. “Isso atende exatamente ao conceito adotado pelo iG”, diz Motoryn.  O contrato entre a 141/Soho Square tem a duração de seis meses, período em que serão apresentadas três temporadas de 30 capítulos cada. A agência inclusive já está criando anúncios “fantasmas” que serão veiculados em jornais de grande circulação com pistas sobre os novos acontecimentos na novela. Para o iG, esse produto de conteúdo diferenciado e inovador visa consolidar o conceito da interatividade, aumentar o número de visitantes do portal e mantê-los através do interesse no desenvolvimento da história. O grande objetivo, previsto para o final do acordo, é aumentar em 4% o número de novos visitantes do iG, ou seja, criar 250 mil novos clientes do portal. Fernanda Telles, da CinemaCentro, diretora de produções como o "Pop Stars" e "Ídolos", assina a direção da novela que tem roteiro de Emlio Boechat, colaborador de “Floribella”, telenovela da TV Bandeirantes.

Escrito por Adonis Alonso às 11h29

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CLÁUDIO MEYER NA OTHER SIDE

 

Meyer: novos formatos

 

O diretor de cena Cláudio Meyer acaba de deixar a Vista Filmes, produtora de comerciais do grupo Traffic Marketing Esportivo e passa a atuar com a Other Side Brasil, produtora de Osnir Ângelo, além de realizar trabalhos free-lance. Meyer tem grande experiência na área como Editor, Fotógrafo e Diretor e já atuou também como Atendimento Publicitário. Em seu portfólio tem uma série de comerciais premiados em Cannes, NY Festival e London Festival entre outros. Atualmente, dedica-se também a viabilizar projetos de Conteúdo para TV, Cinema e Internet. Ele iniciou sua carreira como redator, passou pelo Atendimento da Almap na conta Volkswagen, foi gerente de propaganda desse próprio anunciante, voltou às agências para atender Ford na JWT e em 1980 fundou a Última Filmes com Olivier Perroy. Em 88 se associou a Octavio Guimarães criando a Nova Filmes. Dez anos depois se associou à 5.6 e desde 2004 estava na Vista. Entre outros troféus tem um Leão de Ouro, dois de Prata e nove de Bronze do Festival de Cannes. Das centenas de filmes publicitários que dirigiu, destacam-se 36 comerciais, inclusive o de lançamento, da campanha do Baixinho da Kaiser.



Escrito por Adonis Alonso às 10h18

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13/06/2007
 

Cannes 2007 – 5 Perguntas

BRASILEIRO NO JURI É SINAL DE IGUALDADE

Geraldo Rocha Azevedo: presidente do Promo LIons

 

Azevedo: experiência internacional

 

Depois da multinacional Marketing Store, a rede BBH. Essa experiência internacional foi determinante para sua escolha como presidente do juri do Promo Lions?

A resposta se divide em duas partes. Minha experiência com a BBH não foi determinante na medida em que o convite ocorreu durante o festival do ano passado e só me uni à BBH em agosto. Mas certamente a experiência internacional foi importante para me credenciar à missão.

 

Pela sua experiência, em que nível se encontra atualmente o marketing promocional brasileiro em relação aos EUA e países da Europa?

Estamos em condição de igualdade. Talvez não tenhamos conquistado Leões no ano passado por estarmos atravessando um período de baixa criatividade e porque a maioria das inscrições não foram adequadamente preparadas. Mas a maior prova de que estamos em posição de igualdade é o fato de um brasileiro ter tido a confiança do festival para presidir o juri.

 

Essa condição incentivou as agências brasileiras a inscrever mais em Cannes?

Acredito que minha presença ajudou a divulgar mais o Promo Lions, mas não necessariamente gerar mais inscrições.

 

Nos prêmios nacionais da área nota-se uma queda considerável de grandes cases de Incentivo, ao contrário da época de Ouro da Incentive House. Por que?

Não concordo. O Brasil vem produzindo ótimos cases de Incentivo e relacionamento.

 

Na sua opinião onde temos mais chances de Leão: cases, ações, peças ou design?

Em todas, mas sem dúvida o Brasil tem muitos cases. A quantidade de premiações, no entanto, não pode ser precisada.

 



Escrito por Adonis Alonso às 11h40

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Cannes 2007 – 5 Perguntas

A JURADA DA CIDADE SEM OUTDOOR

Poster: Mariana Sá baseia-se em clientes nacionais

 

Mariana: criando para outros mercados

 

São Paulo, sede da DM9, é desde janeiro uma cidade sem outdoor. A agência continua criando para esse mídia?

Sim, até porque vários dos nossos clientes são nacionais. A Honda, Banco Itaú e Sundown, este principalmente que veicula muito outdoor nas cidades litorâneas.

 

Sair à rua e não ver placas publicitárias pode atrapalhar sua referência para julgar a área?

Acho que não deve atrapalhar porque, primeiro, a lei entrou em vigor há pouco tempo. Segundo, porque tenho visto um número considerável de peças inscritas pelas agências brasileiras.

 

O Brasil sempre foi bem em Press & Poster.  Qual a sua expectativa de Leões?

Cada edição do festival é única e não dá para fazer comparações. Mas creio que, se o Brasil faz um investimento alto ao inscrever suas peças é porque acredita na qualidade delas e, conseqüentemente, nas suas chances. Como representante do júri, compartilho dessa opinião.

 

Ultimamente, um mesmo trabalha ganha em Press e em Outdoor. Há alguma orientação no sentido de privilegiar peças apenas em uma área?

Acredito que o presidente do juri nos instruirá sobre qualquer questão desse tipo na abertura do julgamento.

 

Você já conseguiu ver pelo menos parte dos trabalhos brasileiros inscritos? Qual é o nível?

Vi uma boa parte. Há coisas muito boas. Mas é difícil fazer previsões sem conhecer os trabalhos dos outros países.



Escrito por Adonis Alonso às 11h23

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Cannes 2007 – 5 Perguntas

TUDO PELO RESULTADO

Hugo Rodrigues, Jurado em Cyber: obsessão por vender

 

Rodrigues: Varejo e Internet

 

Nos últimos anos o Brasil vem se dando bem em festivais na área interativa? Isso se deve à criatividade ou atualização proporcionada pelas agências multinacionais?

Não, o Brasil não vem se dando bem, não. A velocidade das mudanças nessa área é muito rápida. Não permite que a gente viva do passado. E 2005, quando tivemos um grande ano, já é passado. Em 2006, tivemos mais dificuldades. E agora, em 2007, vamos ter que esperar Cannes para poder dar uma resposta mais conclusiva a essa pergunta.

 

Responsável pela área de varejo da GM sua agência teve bom desempenho no Cyber Lions. É possível aplicar a propaganda digital à essa área?

O varejo e a propaganda digital nasceram um para o outro. Essa agilidade da Internet, essa coisa de estar onde o consumidor está: em casa, no trabalho, no aeroporto, no celular, é tudo que o varejo sempre correu atrás. Na Salles Chemistri a gente trabalha em cima de fatos. E o fato é que tudo que a TV Digital promete para um dia, a Internet já entrega hoje.

 

Você já conhece os trabalhos brasileiros inscritos em Cannes? Quais as possibilidade de prêmios?

Conheço bastante. Não sei se posso garantir que vi todos, mas, com certeza, vi a grande maioria dos trabalhos brasileiros. Sobre as possibilidades de prêmios? É difícil prever isso sem ter visto tudo dos outros países. Às vezes, você acha um trabalho excelente num primeiro instante. Na seqüência, você vê algo ainda melhor, ainda mais surpreendente. O que acontece? Aquilo que era excelente até a alguns segundos atrás passa a ser apenas bom. É por isso que é preciso esperar um pouco mais.

 

Resultados como número de clicks, consultas ou efetivamente vendas contam para premiar uma campanha interativa?

Eu sou um profissional obcecado por resultado. Não adianta nada todo mundo na festa do seu filho comentar sobre um comercial, se ninguém foi lá e comprou o produto. Com certeza essa obsessão da Salles Chemistri em vender, tem ajudado a GM a ser líder de vendas em São Paulo há sete anos consecutivos. Em Cannes, eu vou usar o mesmo critério.

 

5) Como você encara a ajuda da Suzana na sua missão de representar o país no Cyber Lions?

A Suzana é uma especialista no assunto. É um talento. Eu sou um cara que trabalho para todas as mídias, não apenas para a digital. Acredito que o meu ponto forte é a versatilidade. Se você somar talento e versatilidade vai descobrir o segredo de todos os grandes times de sucesso. Espero que essa fórmula também dê certo com a gente.

 

 


 



Escrito por Adonis Alonso às 11h00

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12/06/2007
 

A 5 DIAS DE CANNES, TERMINA O FIAP 2007

 

Um mês e meio após o fim do Fiap, a organização do festival enfim anuncia os últimos resultados, referentes à área de Marketing Direto. O Brasil conquistou dois Ouros, para Wunderman e Almap, além de mais um Prata para a Sun MRM e dois Bronzes, para a Sun e Wunderman. O júri de Marketing direto foi presidido pelo espanhol Óscar Prats, vice-presidente do Grupo Bassat Ogilvy. Luiz Buono representou o Brasil. A Argentina ainda ganhou dois Ouros e a Espanha um nessa área. O atraso no julgamento deveu-se aos problemas de tecnologia enfrentados pelo Fiap e já divulgados. O Ouro da Wunderman foi para um trabalho de Land Rover, enquanto a Almap conquistou seu Ouro para a Escola Panamericana.



Escrito por Adonis Alonso às 21h41

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VIDEOBLOG: OS FAVORITOS DA ARGENTINA

 

Placar e Tulipan, produções argentinas com jeito de Leão

 

Já faz algum tempo que a Argentina vem ganhando de goleada do Brasil em festivais na área de Filmes. Depois de tudo o que se discutiu, das verbas à ousadia dos anunciantes, da qualidade do cinema argentino à experiência adquirida pelos criativos de lá na Europa, o que sobraram foram vários Leões conquistados por comerciais da Agulla & Baccetti, agora El Cielo, da Vega Olmos Ponce, da Y&R e DDB de Buenos Aires, da Del Campo Nazca, da Santo e das novas Madre e El Hotel. Neste Videoblog, da série 2007 patrocinada pela McCann-Erickson, apresentamos alguns comerciais argentinos premiados em festivais iberoamericanos e que chegam credenciados em Cannes. A produção é da Other Side Brasil, com direção de Cláudio Meyer, coordenação de Rodrigo Antello, produção executiva de Carlos Renato e supervisão geral de Osnir Ângelo e Lílian Mendes. A edição é de Gabriel Gemenez. Assista.



Escrito por Adonis Alonso às 10h25

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11/06/2007
 

Cannes 2007 – 5 Perguntas

LIVI: A TORCIDA FICA NO CORAÇÃO

Jurado em Rádio, João Livi opta pela razão  

 

Livi: Talent tem portfólio em Rádio 

 

Qual é o tamanho da responsabilidade de defender o Brasil numa área em que o critério de avaliação é baseado em outro idioma?
A responsabilidade, claro, é enorme. Mas seria ingênuo achar que hoje em dia um jurado bom possa trazer muito mais prêmios e um jurado ruim possa trazer  menos. Até porque o jurado não está lá para trazer nada, mas sim para julgar imparcialmente e defender seu mercado de ataques ou esclarecer pontos que possam influir na decisão dos outros jurados. Claro que a torcida pelo país é grande, mas a torcida fica no coração, não na ponta do dedo.

A Talent inscreveu o maior número de peças brasileiras em Rádio. Normalmente a agência cria para essa mídia?
A Talent tem um fantástico portfólio de rádio e é uma das agências que mais cria para o meio e que mais se dedica a essa mídia. Muitas agências fazem o rádio no last call da campanha, botando um texto no ar, o som do comercial ou simplesmente um material não inspirado. Todos os veículos procuram a Talent e seus spots como forma de dar mais vida e impacto à sua programação. Semp Toshiba, Ipiranga , Santher , Net , Estadão, apostam no trabalho da Talent e comprovam as possibilidades do rádio. Quanto a inscrevermos o maior número de peças este ano em rádio, pra mim foi uma surpresa. Mas pelo baixo número de inscrições do Brasil. É inegável, porém, que fizemos um investimento mais consistente no festival deste ano.
 
No primeiro Radio Lions o Brasil foi razoável. No segundo, seis prêmios. E agora? Você já ouviu as peças do país que concorrerão este ano?
Gostei de algumas, outras são boas, mas não fora-de-série. Nossa chance diminuiu numericamente este ano, pois crescemos 9% numa categoria que cresceu quase 30% em inscrições. Tomara que a qualidade bote o trabalho para cima.

Nas últimas versões de festivais iberoamericanos o Brasil só se destacou em Rádio graças a um Grand Prix da Kaiser. O idioma padrão também nos atrapalha nesses eventos?
Acho que atrapalha mais nos festivais regionais do que pode atrapalhar em Cannes. Segundo o MarioD’Andrea, jurado no ano passado , não é uma condição sine qua non o material ser versado para o inglês. Além disso, o jurado ouve obrigatoriamente a peça, antes, na língua original O próprio David Guerrero, presidente do juri deste ano, diz que este não é um problema.
Comprovando a tese, ano passado três das seis peças brasileiras vencedoras estavam em português.
 
As produtoras de som te apoiaram nesse empreendimento? Mostraram-se parceiras visando um bom resultado brasileiro em Cannes 2007?

A Voz do Brasil , que produziu por mérito a grande maioria dos spots da Talent, editou o material , limpou e fez uma única versão em inglês, de um spot cujo teor não teria sentido sem tradução.



Escrito por Adonis Alonso às 18h45

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Cannes 2007 – 5 Perguntas

CHESTER: “QUEM INSCREVE É RESPONSÁVEL”

Jurado em Press, Ricardo Chester fala de Fantasmas

 

Chester: quem cria responde

 

O Brasil sempre foi muito bem em mídia impressa desde que a área foi criada em Cannes. Isso ajuda o trabalho do jurado?
O que ajuda os jurados é a originalidade, o impacto e a pertinência do trabalho, independente do país de origem da peça. No FIAP, em que fui jurado no ano passado, por exemplo: o Grand Prix do Chile foi o único trabalho com nota 10 de todos os dez jurados, isso logo na primeira rodada.  Foi a peça mais fácil de julgar. E o jurado chileno teve trabalho zero para "levar" o GP para casa, que não era da agência dele, diga-se de passagem. Claro que um bom retrospecto ajuda. Mas não exatamente a um país.   Ajuda no caso das campanhas já premiadas anteriormente. Em Cannes, não é raro que uma seqüência de um trabalho já vitorioso siga ganhando Leões.

Press também é a área onde surgem fantasmas com mais facilidade. Como tratar essa questão para não ter que dar muita explicação na volta?
Sempre achei curioso transferir para o jurado a responsabilidade sobre os anúncios-fantasma inscritos pelo seu país. A rigor, cada peça inscrita em qualquer festival  tem dois responsáveis: a pessoa jurídica, que pagou a inscrição, e um grupo de pessoas físicas que fez a peça. Essas pessoas, a física e a jurídica, é que devem explicações no caso de alguma peça irregular.

No ano passado, a grande vencedora Almap teve baixa performance em Press e diminuiu suas inscrições para 2007. Esse material vai fazer falta para o país?
Infelizmente, não tenho como responder, pelo fato de não ter tido acesso ao material não inscrito.

 

Com a ascensão do Chile nos últimos FIAPs e até em Cannes, nossa hegemonia latino-americana em mídia impressa está ameaçada?
É inegável que existem novos protagonistas na nossa região. O grande destaque do Brasil nos últimos dez anos estimulou nossos vizinhos a caprichar cada vez mais no trabalho impresso. Você está se esquecendo da Argentina e também do México. Não será surpresa se eles ganharem alguns prêmios este ano.

Pelo que você já viu de material inscrito, quantos Leões acha que seriam suficientes para voltar satisfeito como jurado do país?
A questão numérica como melhor parâmetro de avaliação é discutível. Você mesmo menciona o Chile como nova força e o país ainda não figura entre os mais premiados. Vou dar aqui um exemplo. Quantos Leões de TV o Brasil ganhou no ano do Hitler da Folha de São Paulo? Talvez pouca gente se lembre. Mas muita gente lembra que o “ouraço” que Hitler representou aquele ano, um leão que ruge alto até hoje, quase vinte anos depois. Sobre o material das poucas agências que me mandaram até agora, vi algumas campanhas realmente muito boas, originais e excepcionalmente bem produzidas. Trabalhos que fariam bonito em qualquer premiação do mundo.  Agora, são quase 20 jurados, com experiências, critérios e escolas bem distintos. No meu juri tem gente que ganha Leão desde 1990. E tem jurado que inscreve trabalhos há menos de cinco anos. Tomara que, independente da quantidade de Leões, o Brasil volte bem premiado com trabalhos memoráveis e que voltem a influenciar todo o mercado, como ocorreu nos anos 90.

 


 



Escrito por Adonis Alonso às 18h26

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Cannes 2007 – 5 Perguntas

LODUCCA: “O BRASIL VOLTARÁ A BRILHAR”

Jurado em Film, Celso aposta na recuperação

 

Loducca: com mais critério

 

Doze anos depois você volta ao juri de Cannes. O que aprendeu em 95 terá importância para ajudar a propaganda brasileira este ano?

Pelo que tenho conversado com os outros jurados brasileiros nesse meio tempo, a dinâmica do julgamento continua muito parecida. Em 95 como hoje, ter o respeito dos outros jurados, julgando com critérios claros, firmes, mas sem patriotadas, é fundamental para o momento das discussões.

 

Numa decisão inédita, e muito criticada, Frank Lowe decidiu naquela oportunidade não conceder Grand Prix de Filme. Foi um erro?

Vamos ser justos: Frank Lowe insistiu até o último minuto (inclusive convocando uma votação extra no sábado pela manhã) para que o juri chegasse a um consenso sobre o Grand Prix. O juri estava absolutamente dividido , com ânimos bastante acirrados e ninguém arredou pé de seus votos de sexta feira.O Frank Lowe lamentou mas bancou a decisão equivocada do juri.

 

Sinceramente, de tudo o que você já viu sobre filmes concorrentes em Cannes 2007, temos chances?

Acredito que temos chances sim. Apesar de um volume menor, o critério de inscrição me pareceu mais apurado e temos algumas peças com força para disputar Leões. Agora, se vamos ganhar ou não depende demais da totalidade do juri e do critério médio dos 22 profissionais que vão julgar. Como todo Festival, Cannes reflete a média dos critérios dos jurados daquele ano.O que acaba sempre causando algumas surpresas, positivas ou não.

 

É difícil reconhecer que o cinema publicitário argentino está muito à frente do Brasil?

Acho que o cinema publicitário argentino vem passando por um momento mais solto, irreverente e internacional que o nosso, o que o torna mais competitivo em Festivais. Mas isso não necessariamente quer dizer "à frente". São as condições do mercado de cada país que determinam isso. Um pouco de história: a Argentina ganhou o primeiro Leão de Ouro da América Latina há décadas. O mercado argentino, e o nosso também, mudou, e o Brasil passou a dominar os Festivais por muitos anos. E agora, nosso mercado, e o deles também, mudou, e  eles estão retomando o prestígio. Em breve o Brasil, que tem talento e criatividade de sobra, vai voltar a brilhar internacionalmente.

 

Qual é o número de Leões em Filmes aceitável para um jurado brasileiro, na atual conjuntura, deixar o Palais com sentimento de dever cumprido?

Sinceramente, não sei. Pessoalmente vou achar que cumpri meu dever se for capaz de fazer o melhor com o material que o Brasil inscreveu, independente do número de Leões.

 



Escrito por Adonis Alonso às 14h02

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ALEXANDRE LUCAS ABRE A GLÓRIA

 

Lucas: destino e compromisso

 

Primeira mão- Ex-redator da DM9, Age e Duda e diretor de criação na Young & Rubicam entre janeiro de 2006 e março deste ano, Alexandre Lucas prepara o lançamento da Glória, sua agência de comunicação que deve começar a operar em agosto. Eduardo Grimberg, ex-diretor de Atendimento da Age e ex-diretor de marketing da revista Trip e da cachaça Sagatiba, e o designer André Diniz, dono da grife Urban Summer, são seus sócios. A idéia é formatar a empresa nos moldes das agências Mother, Crispin, Porter + Boguski, Kramer, Strawberry Frogs e das argentinas Santo e El Hotel. “Decidi abrir minha própria agência por dois motivos. Primeiro porque acho que se tiver que ter um negócio meu agora é a hora, depois de 17 anos trabalhando em grandes grupos. Depois porque eu e meus sócios entendemos que esse é o momento de ocupar o espaço aberto por essas agências internacionais que enxergam a propaganda com outra visão, com discurso de neutralidade em mídia”. O trio está em processo de business plan, avaliando as possibilidades de conquistar clientes, definir sua atuação e modelo. O nome Glória, explica Lucas, “para nós significa destino e compromisso”.



Escrito por Adonis Alonso às 10h39

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