Há alguns anos, em todo começo de exercício, o mercado publicitário volta a especular a venda de agência mais comentada do país. Roberto Duailibi, Francesc Petit e José Zaragoza já recusaram as ofertas mais irrecusáveis para qualquer mortal. Muito mais do que dinheiro, interessa a filosofia que um possível novo dono deva adotar para continuar operando a agência mais charmosa do Brasil, de qualidade linear e indiscutível, premiada, criativa e dona de contas de marcas das mais importantes. E mesmo assim ainda vão pensar e, principalmente, discutir muito. Diz-se que quando um quer, dois não querem, e vice-versa. Ciente de todas essas exigências e apaixonado pela grife, Nizan Guanaes já fez algumas investidas, em nome da DDB e atualmente do Ypy. Guga Valente, presidente da holding, garante, porém, que o grupo já desistiu pela certeza da recusa. Não é o que diz o mercado. Nem Nizan, que a cada encontro com um dos três sócios da DPZ reforça a disposição em conversar quando quiserem. Recentemente, Martin Sorrel, do WPP, também fez uma investida. Queria a DPZ para juntar com a Matos Grey e entregar o comando a Silvio Matos. Até Roberto Justus ajudou na negociação que mais uma vez não andou. O descendente de árabes e os espanhóis novamente se dividiram na decisão. De tudo isso continua restando o sonho que Nizan ainda acredita um dia transformar em realidade. Bom Carnaval!
A marca própria Taeq, do grupo Pão de Açúcar, lança nova campanha criada pela Age visando consolidar seus produtos e, principalmente, pontos de venda exclusivos nas lojas dos supermercados Pão de Açúcar, Extra e Compre Bem. Os anúncios, que começam a ser veiculados esta semana nas revistas Caras, Veja SP e Rio. Em março vai ilustrar uma edição especial em março em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, nas revistas Claudia, Nova, Elle, Estilo e Bons Fluídos. A estratégia desenvolvida pela agência, baseada no conceito “Vida em Equilíbrio” oferecendo um novo estilo, tem como objetivo reforçar a linha completa de produtos diferenciados da marca Taeq nas linhas Orgânicos, Nutrição, Casa, Beleza e Esporte. A criação é do sócio Carlos Domingos e do diretor de criação Paulo Pretti.
Rodrigo Figueroa Reyes, presidente da rede FiRe Advertainment Américas, associada à DDB, vai representar a Argentino no Titanium & Integrated Lions deste ano. A FiRe tem escritórios em Miami, Chile e México. No último El Ojo de Iberoamerica, a agência ganhou o Grand Prix da área de Contenidos com um trabalho para a Telefonica. Philip Thomas, que passou o início da semana no Brasil, também anunciou hoje em Buenos Aires os outros jurados argentinos no Cannes Lions 2007: Gastón Bigio, diretor de criação da Ogilvy (Film), Mariano Serkin, da Del Campo Nazca Saatchi & Saatchi (Press), Martín Mercado, sócio da WM Red Cell (Outdoor), Fernando Cornicelli, presidente da Cornicelli Publicidad (Radio), Ramiro Castillo, ceo da Havas Media (Media Lions), Enrique Meyer, presidente da Meyer Action Marketing (Lions Direct), Peta Rivero y Hornos, presidente da CraveroLanis BTL, (Promo) e Ramiro Mariano de la Vega, diretor da Kasiopea Net Marketers (Cyber Lions).
Com toque do diretor de arte brasileiro Deny Zatariano, a agência espanhola Contrapunto, de Barcelona, está veiculando campanha da FAADA (Fundação para Adoção e Defesa dos Animais). Composta de três anúncios, a campanha visa conscientizar a população sobre as conseqüências de comprar ou presentear crianças com animais de estimação sem pensar nas conseqüências desse ato. Para desenvolver o conceito “Cachorro não é brinquedo”, as peças mostram brinquedos “atropelados” em estradas como se fossem cães abandonados. A veiculação começou nas festas de fim de ano e continua nas férias, época em que se costuma comprar animais para presentear. A frase que ilustra os anúncios é: “Cada vez más personas se cansan de suas animales y los condenan a muerte abandonándolos em las carreteras. Um perro no es un juguete”. A dupla de Zatariano é a redatora Emma Piquer e os diretores de criação Tomás Oliva e Manuel Padilla. As fotos são de Carlos Spottorno.
A arrastada dissolução societária entre a Carillo,Pastore e o grupo Havas, que opera no Brasil com a marca Euro RSCG, acabou proporcionando conseqüências desastrosas para a EuroRSCG 4D, premiada agência de mídia digital comandada por Alon Sochaczewski e Roberta Raduan, donos de 49% das ações. Coincidência ou não, desde que o assunto virou manchete em jornais e cadernos de Economia e veículos especializados, o site da agência virou um aviso de “Em manutenção”. Informações de bastidores indicam que Alon, jurado brasileiro no Cyber Lions de Cannes 2003 e ganhador de vários Leões naquele festival, sem visualizar uma saída para o problema, pode até desativar a empresa. Em litígio, a dupla Dalton Pastore e Cláudio Carillo e o grupo Havas, nem pensam em avaliar a possibilidade de comprar as ações de Roberta e Sochaczewski. Por outro lado, os sócios só poderiam adquirir o controle acionário da Euro 4D com a ajuda de um investidor. Sochaczewski tem tanta ou mais pressa do que Cláudio Carillo e Dalton Pastore. A dupla, com experiência de mercado e atuações em grandes grupos nacionais e internacionais, espera a solução do problema para retomar o trabalho independente da Carilo,Pastore. Alon, ainda um jovem empresário, está preocupado em encontrar um destino para sua carreira. Embora esgotados com o processo de separação, Dalton e Cláudio precisam esperar a decisão judicial, já que ambos os lados entraram com recursos defendendo seus direitos na dissociação. Criada em 96 e posicionada em 22º lugar no ranking brasileiro de agências com mais de R$ 300 milhões em movimentação de mídia (sem considerar descontos de tabela) a Carillo,Pastore Euro RSCG deveria ser desfeita no ano 2000. Na época, porém, o grupo Havas não exerceu seu direito de compra de 51% das ações em poder da dupla, no valor estipulado inicialmente, perdendo o prazo. Daí para frente não houve mais acordo sobre valores e tempo de permanência dos dois executivos até a separação. Mesmo cientes de que a briga ainda é longa e que deverão recomeçar com uma agência de porte médio, pois clientes multinacionais como Peugeot, Citroën, Reckitt Benckiser e grupo Ticket deverão ficar com a futura Euro Brasil, Cláudio Carillo e Dalton Pastore torcem para que tudo termine o mais rápido possível.
A presença de mais de 200 anunciantes em Cannes no ano passado incentivou o grupo Emap a apostar na estratégia de criar eventos específicos para a categoria que, no mínimo, divide despesas com as agências. Além disso, o festival consegue estender para os donos das contas o glamour da premiação, antes restrito aos criativos e criticado pelas empresas. Até a campanha publicitária do festival criada pelo escritório inglês da JWT, com seu slogan “the more things you see the more ideas you have”, reforça a necessidade da sintonia entre agência e cliente. Dessa forma, duas das quatro novidades para a versão 2007 do Cannes Lions, apresentadas pelo ceo Philip Thomas, são diretamente dirigidas aos anunciantes: Content Showcase, mostra de empresas que produzem conteúdo diferenciado para a comunicação, e Integrated Lions, que se junta ao Titanium Lions para premiar campanhas que utilizam três ou mais mídias, uma tendência da diversificação de verbas de marketing seguida pelas empresas nos dias de hoje. A delegação brasileira, que no ano passado atingiu mais de 400 profissionais, também começou a incluir executivos de grandes anunciantes, como McDonald’s, GM e HSBC.
A exemplo do que fizeram na época, a RTV da Neogama Karina Jatobá e suas irmãs Carol e Hanna vão publicar anúncio sobre o crime que abalou São Paulo no final dos anos 90 e, entre três vítimas, atingiu sua mãe Luiza Jatobá, ex-RTV da mesma agência. Desta vez, porém, o anúncio infelizmente não homenageará nenhuma das pessoas mortas. Agora, a preocupação é com a iminente semi-liberdade que se dará ao assassino, Mateus da Costa Meira, um ex-estudante de Medicina que invadiu uma das salas de cinema do Shopping Morumbi e metralhou a platéia. No final de janeiro, os desembargadores Bittencourt Rodrigues, Hélio de Freitas e Barbosa de Almeida votaram pela diminuição da pena do assassino do Morumbi Shopping de 120 para 48 anos alegando conduta única. Com isso, este ano, ao completar oito anos de prisão, 1/6 da pena, ele ganha direito ao regime semi-aberto e pode voltar às ruas da cidade e até aos shoppings-centers. No anúncio as filhas de Luiza escrevem que quem paga imposto “vive uma condição de solidão de cidadania, porque aqueles que comandam o país e controlam as leis nos deixaram sós, à mercê da realidade”.
Philip Thomas, novo ceo do Cannes Lions, teve todas as razões para iniciar sua viagem latino-americana pelo Brasil. Com 2.500 inscrições, o país teve 10% do total de peças concorrentes no ano passado. A Africa, patrocinadora da competição de Filmes desde 2005, será a única agência brasileira a promover um dos 43 seminários previstos para a versão 2007 do evento. Em número de Leões, o Brasil só é superado pelos Estados Unidos e Inglaterra. Em número de delegados, apesar das 16 horas de vôo entre capitais como São Paulo e Rio até a Riviera Francesa, só o Reino Unido, os Estados Unidos, Itália e Japão têm quantidade superior. Por isso o Brasil tem pelo menos um jurado em cada uma das áreas, exceto Titanium, e o presidente do Promo Lions, Geraldo Rocha Azevedo, da Neogama BBH. Thomas também apresentou a nova campanha publicitária do festival, criada pela JWT de Londres, e revelou os jurados brasileiros. Thomas confirmou Celso Loducca (Film) e Ricardo “Chester” Amaral da JWT (Press), Suzana Apelbaum, da Africa, (Cyber) e Ângelo Franzão Neto da McCann (Media Lions), todos antecipados ontem (13) por este blog. Também foram indicados Hugo Rodrigues, da Chemistri, (Cyber), João Livi, da Talent (Rádio), Mariana Sá da DM9DDB (Outdoor) e Flávio Salles da Sun MRM (Direct).
Loducca e Chester podem estar no júri de Cannes 2007
Embora ainda falte definir todos os nomes, o jornal O Estado de S.Paulo aproveita a visita de Philip Thomas, ceo do Cannes Lions, e poderá divulgar nesta quarta-feira (14), durante encontro do executivo com o mercado brasileiro, alguns jurados do país no festival deste ano. Celso Loducca, presidente da Loducca, e Ricardo "Chester" Amaral, cco da JWT, são fortes candidatos aos júris de Film e Press ou Outdoor. Suzana Apelbaum, diretora de criação multimidia da Africa poderá integrar o júri do Cyber Lions. Entre os profissionais consultados pelo Estadão e que podem ser confirmados, também estão Aaron Sutton, da MPM, (Radio Lions), Ângelo Franzão, da McCann-Erickson e Daniel Chalfon, da MPM (Media Lions) e Tomás Lorente, da Y&R, (Press ou Outdoor).
Com investimento de R$ 20 milhões em marketing num período de dois anos e meio, a Mantecorp, que no ano passado trocou uma parceria de 17 anos com a multinacional Schering-Plough pela independência empresarial, pretende em três anos retomar o mesmo faturamento registrado pela antiga joint-venture e em cinco dobrar esse número. Da mesma maneira, essa tradicional indústria da área químico-farmacêutica do país, também pretende chegar em breve muito próximo do share de 2,9% do mercado brasileiro de remédios que já teve em sociedade com a Schering. Para tanto, além de continuar investindo em seus principais produtos, medicamentos isentos de prescrição médica como Coristina, Polaramine e Calminex, e o protetor solar Coppertone, ainda aplica boa parte de sua verba de comunicação numa campanha da Africa que visa informar o público e o trade de que esses produtos tem novo sobrenome. Mantecorp é uma fusão entre o nome da família Mantegazza, tradicional no setor, e a palavra Corporation. Luca Mantegazza, filho do fundador da empresa e ex-principal acionista da jointventure com a Schering-Plough, Gian Enrico Mantegazza, apresentou os planos da nova empresa. Entre eles, retomar rapidamente o 8º lugar no ranking de mercado em volume de vendas. Nizan Guanaes apresentou a campanha publicitária institucional, composta de um filme com os funcionários do laboratório e outro comercial, com a atriz Fernanda Montenegro fazendo um paralelo entre seu nome verdadeiro (Arlete Monteiro Pinheiro Torres) e sua grife artística para mostrar que os remédios populares conhecidos pelo público também tem um sobrenome diferente. Os anúncios impressos, sempre em páginas seqüenciais, mostram embalagens sem rótulos e depois completas para dizer que são fabricadas por essa nova empresa com o slogan: "Mantecorp, faz parte de sua vida". A campanha é composta ainda por material de divulgação para o trade, em mídias diferenciadas como placas em aeroportos e portas de elevador.
Marcello Antony, Dan Stulbach, Luciano Szafir e a jogadora de vôlei Virna são algumas das personalidades que emprestam sua imagem para a nova campanha da Unibes, entidade beneficente da comunidade judaica paulista que atende cerca de sete mil pessoas carentes. Os anúncios, criados pela Eugenio Propaganda, começaram a ser veiculados gratuitamente. O primeiro, com Antony, foi veiculado na revista Caras no final de janeiro e já resultou em doações de objetos. A campanha procura mostrar as personalidades como pedintes, segurando um cartaz de papelão com mensagens solicitando ajuda, como é comum a mendigos nas grandes metrópoles. A Unibes existe há mais de 90 anos e tem sede no Bom Retiro. Os objetos são vendidos em um bazar permanente e 20% da receita da entidade é utilizada para ajudar as comunidades mais pobres de São Paulo. A direção de criação da campanha é de Carlos Valladão e Fernando Suzuki. Redação de Guilherme Almeida e direção de arte de Maso Heck.
Nizan Guanaes, pais de Antônio, menino um pouco mais velho que João Hélio Fernandes Vieites, morto ao ser arrastado por bandidos preso ao cinto de segurança do carro que acabavam de roubar de sua mãe, criou spots e vai veicular em rádios do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília para mostrar que todo brasileiro pode fazer alguma coisa contra esse tipo de crime hediondo. Como publicitário, tenta dar sua contribuição e, pedindo pessoalmente, espera que as emissoras apoiem veiculando as peças que tiveram como briefing a pergunta feita ao país através da revista brasileira semanal de informação de maior circulação.
Spot 1: “Neste final de semana, a capa de uma das revistas mais importantes do país pergunta ao Brasil: “E aí? Nós Não vamos fazer nada?”.
E aí, motorista de táxi? E aí, aposentado? E aí, mãe de família? Nós não vamos fazer nada?
E aí, Rio de Janeiro, não vamos fazer nada? E aí, Brasília, São Paulo, não vamos fazer nada?
E aí, governo e oposição, não vamos fazer nada?
E aí, sociedade brasileira?
A pergunta não quer calar. Um menino de 6 anos foi arrastado durante 7 kms, uma morte brutal.
E aí? Nós não vamos fazer nada?”
Spot 2:
“Neste final de semana, a capa de uma das revistas mais importantes do país pergunta ao Brasil: “Não vamos fazer nada?”,
Bom, nós que somos publicitários decidimos fazer uma campanha de rádio para fazer a mesma pergunta da revista: E aí? Nós não vamos fazer nada?”.... E a nossa proposta é que cada um de nós, dentro do que pode fazer na sua profissão, faça alguma coisa.
E espalhe esta pergunta: um garoto de 6 anos foi arrastado por 7 kms. E aí, a gente não vai fazer nada?
José Raimundo Chust Padilha foi Young Creative quando já deixava de ser Young, em 95. Emplacou na última chance. Também foi o primeiro young creative brasileiro sem emprego. O fato gerou, na época, uma nota de grande repercussão, sob o título “Um desempregado na Croisette”. Ele havia acabado de deixar a DM9 e a notícia também serviu para arrumar novo emprego, na Giovanni SP. Lá, num prédio da rua Renato Paes de Barros, no Itaim, ficou famoso num vizinho igualmente famoso, o McDonald’s. Toda tarde, diz a lenda, o talentoso redator e já especialista gastronômico, pelo menos na mesa, ligava para o serviço de delivery e à pergunta “Que número senhor?”, respondia com prazer: Do número 1 ao 5”. A aventura paulistana do carioca Padilha durou até 2004, na Publicis. Em 2005 foi para a Agência 3 do Rio de Janeiro e começou também uma nova carreira, de crítico gastronômico. Titular do blog “Botequim do Padilha”, no site “Janela Publicitária”, acaba de lançar na web o primeiro programa dedicado aos bares cariocas. A estréia se deu com o Pavão Azul, de Copacabana e suas famosas pataniscas, um bolinho de bacalhau sem batata. O programa, disponível no youtube e no site, é dirigido por Márcio Ehrlich e editado por Mário Shamabukuro, da Diretoria Cinematográfica.