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| 27/10/2006 |
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"XÔ PARREIRA, O DRIBLE TÁ MANJADO"
D'Andrea: mudar o drible
"A publicidade brasileira está precisando quebrar alguns vícios e mudar a forma de pensar. Precisamos mudar nosso drible, parar de procurar truques e pensar em propaganda como uma forma de transmitir um conceito, antes de qualquer coisa. O resultado disso é que hoje, claramente, não somos os líderes em criatividade. Estamos fazendo uma coisa mediana, mais previsível. Com melhor qualidade de produção do que a média da América Latina, é verdade, mas previsível". A afirmação é de Mario D'Andrea, presidente e diretor de criação da JWT Curitiba. Com experiência de 22 anos no mercado publicitário e passagens por grandes agências como FCB, Loducca e Lowe, D'Andrea chega a esta conclusão ao analisar os trabalhos do "EL Ojo 2006", do qual é jurado. O criativo fala com a propriedade de quem já fez importantes campanhas para anunciantes como Colgate-Palmolive, Dinners Club, Citibank e HSBC. Jurado no Radio Lions deste ano em Cannes e eleito Profissional de Propaganda do Ano no Prêmio Colunistas Brasil 2005, D'Andrea já conquistou vários prêmios em festivais internacionais. Para falar apenas deste ano, ganhou três leões em Cannes, o Grand Prix de Outdoor no Fiap, e duas medalhas no Festival de Nova York. Ao se referir diretamente aos trabalhos do El Ojo de Iberoamerica, que acontece de 6 a 8 de novembro em Buenos Aires, o criativo da JWT diz que em alguns países sente quase como um “renascimento publicitário”, com trabalhos surpreendentes. "Estou falando de países que parecem ter acordado para a boa propaganda, como Chile, Porto Rico e outros. E, nem tão surpresa assim, tem a Argentina. Às vezes, estes países até exageram um pouco, mas sinto neles sempre uma tentativa de ser inovador, um esforço maior para não cair na tentação de se repetir. Eles podem até pecar por excesso, mas nunca por omissão. Principalmente na Argentina, onde textos maravilhosos conduzem o raciocínio de filmes e conceitos mais profundos estão por trás de anúncios e outras peças", elogia. A fim de melhorar a performance brasileira, D'Andrea não se omite e indica o caminho a ser percorrido: "Acho que temos que perder o medo. O jeito que fazíamos não surpreende mais. Portanto, temos que voltar a olhar para os nossos trabalhos com outros olhos. Tentar mais, arriscar mais. Exorcizar o espírito Parreira e a bundamolice. Temos que ser mais coração e menos cerebrais", conclui. (Colaborou Adilson Estevam)
Escrito por Adonis Alonso às 14h27
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OLÉ BRASIL CHEGA À ESPANHA

Craques do Real recebem camisa do Olé Brasil
A camisa do Olé Brasil Futebol Clube, time de futebol criado pelo grupo Soccer Club, de Ribeirão Preto, foi entregue aos craques Robinho e Roberto Carlos, do Real Madri. Fernando Sólon, Eduardo e Fabrício Zanello, sócios do empreendimento, viajaram à Espanha para divulgar o projeto, que visa um intercâmbio de futebolistas entre o Brasil e países da Europa e Ásia. O Soccer Club em um complexo esportivo no interior de São Paulo que já planeja primeira sede internacional na Alemanha, a ser inaugurada no próximo ano. Tem como objetivo preparar jogadores a partir de um trabalho com jovens atletas. Além disso, criou o Olé Brasil Futebol Clube para começar a disputar divisões menores do futebol brasileiro. O empreendimento já constrói um estádio para seis mil espectadores em Ribeirão Preto. O uniforme oficial do Olé Brasil entregue a Robinho e Roberto Carlos foi criado por Thiago Ventura, profissional da Ag_407, agência responsável pela estratégia publicitária da marca.
Escrito por Adonis Alonso às 22h07
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CRISE DE IDENTIDADE
Vitória: tudo igual
"Estamos vivendo uma pequena crise de identidade que está envolvendo o negócio como um todo. Embora tenha visto algumas coisas bem bacanas, eu nunca vi tanta gente de criação que não está totalmente feliz com o que está fazendo. Está difícil criar, fazer uma coisa mais nova. É hora de se reunir e deixar o dia-a-dia mais feliz. Embora entenda que a perda de identidade se deva a um conjunto de fatores, chegou a hora das cabeças pensantes da publicidade pararem para discutir, avaliar o que está acontecendo". A sugestão é de Fábio Victória, diretor de criação da Carillo,Pastore Euro RSCG e um dos jurados brasileiros do El Ojo de Iberoamerica, festival que será realizado de 6 a 9 de novembro em Buenos Aires. Natural de Porto Alegre, com passagens pela Ogilvy, DM9DDB, Publicis, MPM e Duda Mendonça, Fábio já conquistou prêmios nos principais festivais de propaganda como Cannes, Londres e One Show. Foi jurado do Anuário de Criação de São Paulo. Após analisar os trabalhos da primeira e segunda fase, o criativo está surpreso positivamente com a participação da Argentina. "O país está evoluindo muito. Eles já demonstraram isto em Cannes. Enquanto a gente deu uma parada, eles estão crescendo principalmente em TV. Em termos de qualidade de produção, eles estão muito bem. De todos os países participantes do festival a Argentina é o que apresenta o crescimento mais visível. Vitória ainda faz uma crítica: "Com a globalização, a tendência é no fim tudo ficar um pouco mais parecido. Não chega a ser uma padronização, mas muita gente acaba bebendo na mesma fonte, embora sempre tenha exceções. Não são as mesmas idéias, mas em termos de produção é o mesmo tratamento de foto, a mesma luz. No final, acho estamos perdendo um pouco de identidade”. (Colaborou Adilson Estevam)
Escrito por Adonis Alonso às 21h59
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FISCHER E TALENT DISPUTAM HEINEKEN
Sem concorrência
Ao contrário do que foi divulgado no mercado, a Femsa não promoverá concorrência para as marcas Heineken e Dos Equis no país. Fischer América, que detém Sol e Kaiser, e Talent, que atende Bavária e Xingu, disputam as verbas publicitárias dessas duas cervejas. Essa é a posição de Ricardo Moricci, diretor de marketing da companhia, ao responder consultas de agências interessadas em se habilitar no processo. Ele confirma que vai investir na comunicação desses produtos visando consolidar a Femsa no segmento Premium de cervejas, mas desmente a concorrência. Por enquanto, a Heineken é divulgada basicamente em ações na mídia interativa, através de patrocínio, banners e o hot site sobre a Liga dos Campeões da Europa. A Dos Equis, que começa a ser importada pela Femsa Cerveja do Brasil, terá distribuição seletiva em pontos-de-venda freqüentados pelo público-alvo do tipo Premium da bebida.
Escrito por Adonis Alonso às 11h36
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| 25/10/2006 |
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ESTAMOS PERDENDO ESPAÇO
Ruy: sinal amarelo
"O sinal amarelo está piscando. É hora de parar, prestar atenção e pensar, porque estamos fazendo uma propaganda apenas mediana". A constatação e advertência é de Ruy Lindenberg, vp criativo da Leo Burnett e um dos jurados brasileiros no "El Ojo de Iberoamerica 2006". Um dos cinco redatores mais premiados dos últimos 25 anos do Clube de Criação de São Paulo, Rui também tem vários prêmios em festivais como Cannes, Nova York e Clio. Foi jurado brasileiro de Press em Cannes 2006. Ele é autor de campanhas memoráveis como "Fernandinho" da USTop, "Cachorrinho" da Cofap, "Quebradeira" da Golden Cross e "Presidiário" e "Um Belo Dia" da Fiat. Rui também teve acesso à primeira fase de trabalhos concorrentes do El Ojo e opina: "O nível está muito interessante. Arriscam, apresentam ousadia, fogem do que o Brasil vem fazendo. Em certos casos chegam até a surpreender, como ocorre com países até então meros figurantes dos festivais, como México e Peru", analisa. Em TV, o destaque de Lindenberg vai para a Argentina e, segundo ele, com uma distância a favor muito grande em relação ao Brasil. "Eles estão evoluindo com um processo criativo mais interessante, com liberdade de expressão e um jeito diferente de fazer. Vi filmes muito legais, inclusive com muito texto", explica. Para o criativo, em print o Brasil vai bem e ainda se sobressai, seja em termos de criação, fotografia e leiaute: "vi muita coisa ingênua, acho que eles ainda não pegaram a mão". Mas Lindenberg faz uma ressalva: "Estou falando em termos de América Latina, porque a qualidade do nosso produto final nos grandes festivais tem sido muito baixa". E finaliza: “Temos que pensar em termos de inovação, porque estamos perdendo espaço". (Colaborou Adilson Estevam)
Escrito por Adonis Alonso às 17h25
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CHEFE DÁ APOIO DE PESO

Ricardo “Chester” Amaral, vice-presidente de Criação da JWT Brasil, fez questão de ser o redator da campanha que defende Mário D’Andréa como Profissional de Criação do Prêmio Caboré 2006. Indicado na listra tríplice com Jader Rossetto, vp da Fischer, e Adriana Cury, chairwoman da McCann-Erickson, D’Andrea representa a agência de Curitiba da JWT, que preside desde que foi criada para atender HSBC, conquistado em concorrência mundial. A primeira fase da campanha, aliás, explora o fato de mesmo atuando em Curitiba Mário D’Andrea ser um dos criativos mais premiados do país. Jurado brasileiro no Radio Lions de Cannes 2006, voltou com três Leões do festival. O banner que estréia a campanha também brinca com a tradicional piada em que se pergunta: que Mário? E aí surge D’Andrea atrás do armário. Outras peças compõem a campanha e serão veiculadas em breve, todas com assinatura de Chester e direção de arte da equipe da JWT do Paraná.
Escrito por Adonis Alonso às 16h55
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KAISER GANHA MÍDIA ESPONTÂNEA
Charge no UOL
Novo comercial
Enquanto lançava a Sol, no dia 18, e jurava não ter nada com o “namoro” entre Karina Bacchi e o Baixinho da Kaiser, a Fischer América já tinha produzido com a Jodaf, o comercial batizado coincidentemente de “Namoro”, dirigido por Michel Tikhomiroff. O filme foi finalizado no dia 20, sexta-feira passada, e por mais que se possa elogiar a rapidez da agência, o processo teria que ter começado pelo menos uma semana antes, ou seja, no dia 13, dois dias após a revista “Caras” revelar o romance sob o título “Karina Surpreende”, que divulga a “surpreendente” cerveja Kaiser. Além disso, se considerarmos o número de profissionais de criação envolvidos, sob o comando da dupla Jader Rossetto e Flávio Casarotti, deduz-se que seu início é ainda bem anterior. A ficha técnica completa, com atendimento, operações, mídia, etc, além da aprovação de Ricardo Moricci e Ricardo Tedesco, confirma esse tese. Afinal, quantos dias foram necessários para toda essa mobilização? E concluindo que realmente tudo é uma estratégia de marketing bem elaborada, a ação deve ter sido planejada quando o Baixinho saiu do ar junto com o primeiro comercial da Femsa para a marca, já que há na justiça uma ação do desenhista Wilson José Perón contra a Kaiser reivindicando a autoria do personagem, a partir do boneco Bolada, que já ilustrou um comercial da marca na década de 80, contracenando com o humorista Chico Anysio. A verdade é que a matéria da “Caras” gerou índices “surpreendentes” de exposição espontânea, em programas de TV dedicados a celebridades, outras revistas, jornais e até uma charge animada no UOL assinada por Maurício Ricardo, veiculada hoje no portal. Para alimentar ainda mais a exposição da marca, um vídeo supostamente anônimo também está no ar no You Tube, mostrando um “flagra” de abraços e carinhos da atriz num assustado e desajeitado José Valien, postado três dias atrás por um internauta brasileiro sob o código Rodrigo 007 Viper, de 29 anos. Assista.
Escrito por Adonis Alonso às 13h57
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| 24/10/2006 |
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BRASIL PRECISA DE MAIS OUSADIA

Loducca: idéias conservadoras inibem criatividade
A julgar pelo painel de filmes concorrentes ao El Ojo 2006 ao qual teve acesso, Celso Loducca, um dos jurados brasileiros, está animado. Para ele, os mercados latino-americanos, por exemplo, estão se arriscando mais, produzindo melhor, apesar de contarem com verbas infinitamente menores se comparadas aos grandes centros mundiais. Em 22 anos de carreira, tendo trabalhado nas principais agências nacionais e internacionais no Brasil, como Ogilvy, FCB, Yong&Rubicam, Talent e W/Brasil, Loducca acumulou prêmios importantes nacionais e internacionais, em festivais como o de Cannes, Nova York, Londres e Clio, entre outros. Foi jurado em todos os principais festivais brasileiros e latino-americanos, além de ter sido presidente do Fiap e jurado dos Festivais de Cannes (95) e de Londres, este pela última vez este ano. Entre os trabalhos concorrentes ao El Ojo que já viu, destaca os filmes argentinos e peças do Chile, que para ele sempre foi mais conservador e hoje está mais diferenciado, além da Colômbia. "O Brasil, a exemplo do México, que já foi mais criativo, acho que está um pouco mais conservador e menos ousado, com algumas exceções. Mas não são os criativos que desaprenderam. Apesar do esforço e talento dos criativos, o mercado brasileiro está pautado majoritariamente por idéias mais conservadoras. A maior parte dos anunciantes é de varejo, e com isso os criativos têm menos oportunidade de serem ousados", justifica. (Colaborou Adilson Estevam)
Escrito por Adonis Alonso às 17h22
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| 23/10/2006 |
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CRIATIVO DEFENDE REINVENÇÃO DO SETOR

Jader: discutir e reinventar
Com o aval de 21 Leões e experiência como jurado do Fiap em 2005 e de Cannes em 2006, além de ter sido eleito Profissional do Ano no Colunista SP deste ano e indicado ao Caboré deste ano, Jader Rossetto espera que o próximo El Ojo de Iberoamerica sirva para unir e fortalecer a região em relação à publicidade dos Estados Unidos e Europa. "Chegou a hora de termos também prêmios latinos com relevância mundial", prega. Rossetto será um representantes do Brasil na 9ª edição desse festival, que ocorre entre 6 e 9 de novembro em Buenos Aires. Vice-presidente de Criação da Fischer América há dois anos, ele acha que apesar de ocupar uma posição de destaque no cenário mundial, nosso país ainda carece de debates sobre a evolução do setor com os anunciantes. Principalmente com relação às tendências da propaganda internacional. "É preciso que o Fiap e o El Ojo sirvam como fóruns de discussão. É preciso se unir mais, diminuir a distância entre Brasil e Argentina e se aproximar mais dos outros países menores. Nos falamos muito pouco", diz. O criativo da Fisher chama a atenção para o bloco formado por Austrália, Nova Zelândia, Tailândia e Cingapura, além de China e Japão, que se encontram em franco desenvolvimento. Para ele, o trabalho da Argentina é o que mais chama a sua atenção na região. "A Argentina vive um momento de efervescência. Acho que é porque eles estão reinventando o país e isto exige alta dose de criatividade, desprendimento e coragem.O Brasil, que já se reinventou tantas vezes, precisa se reinventar mais uma vez. Temos que ter mais coragem, fugir do lugar comum ", defende. Jader entende que o Brasil vem ganhando menos prêmios nos últimos tempos por causa de um certo comodismo de agências e anunciantes. Finaliza dizendo que é necessário que o mercado nacional passe por um processo de reavaliação, ter espírito inovador, buscar o frescor das idéias, tornar-se mais autêntico e corajoso. (Colaborou Adilson Estevam)
Escrito por Adonis Alonso às 19h43
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