06/09/2006
 

AUTOR MOSTRA PROVAS

 

 

Wilson José Perón envia fotogramas de comercial da Kaiser exibido em março de 1986 com o título “Vai nessa Brasil”, como motivação à participação da seleção nacional de futebol na Copa do Mundo de Futebol do México. A peça comprova a interação entre o personagem “Bolada”, criado pelo cartunista para a cervejaria e o humorista Chico Anysio, hoje testemunha na ação indenizatória movida pelo publicitário contra a empresa. O comercial ficou no ar até julho, sendo retirado após a desclassificação do país no torneio. Como já se destacou, em janeiro de 87 surgiu o personagem “Baixinho” da Kaiser, já em campanha da DPZ, construído, segundo o autor, sobre as características do “Bolada”. Para reforçar sua tese, envia três fotos do ator José Vallien Royo transformando-se no “Baixinho”.  Como testemunha do processo, o próprio Royo afirma estar convencido de que o “Baixinho” é o “Bolada” em pessoa.



Escrito por Adonis Alonso às 15h25

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05/09/2006
 

CAMPANHA LANÇA OLÉ BRASIL

 

 

Soccer Club, complexo esportivo de Ribeirão Preto, interior paulista, composto por escolinhas de futebol, vai apresentar em breve o projeto Olé Brasil Futebol Clube. A iniciativa visa formar garotos para o esporte e promover intercâmbio com países da Europa e Ásia. Para tanto, o Olé Brasil F.C. deve começar a disputar no próximo ano a 3ª divisão do futebol brasileiro, visando chegar à divisão principal em no máximo quatro anos. O Soccer Club já tem projeto para abrir escolinhas de futebol no exterior a partir de 2007. A campanha publicitária de lançamento, desenvolvida pela ag407, utiliza o humor para apresentar um time que apesar de bons jogadores e estádio moderno, não tem torcida. A criação é do redator Pedro Braga e do diretor de arte Thiago Ventura, dirigidos por Selma Navarro e André Felipe.



Escrito por Adonis Alonso às 14h49

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KAISER CONTESTA MAS AÇÃO CONTINUA

"Baixinho" voltou quatro anos depois

 

Em nota, a FEMSA Cervejaria Brasil explica que em 29 de dezembro de 2005 a 4ª Vara Cível da Comarca de São Paulo declarou ganho de causa à Cervejarias Kaiser Brasil no processo nº. 2002.001112-3, movido por Wilson José Peron sobre a acusação de plágio da personagem "Baixinho da Kaiser". Segundo a nota, a 4ª Vara Cível julgou a ação improcedente baseada na irrefutável documentação que compõe o processo, entre ela, laudos e perícias de auditores técnicos em direitos autorais que declararam o "Baixinho da Kaiser" uma criação original e independente. Na verdade, a empresa refere-se à sentença proferida pelo juiz Celso Mazitteli em 1ª instância, que embora tenha alegado não ver razões suficientes para a ação do autor, diz: “Saliente-se que este magistrado sabe e assume não ser, nem de muito longe,  pessoa mais capaz e inteligente deste mundo, o dono da verdade ou o senhor da razão, do que decorre dever a questão, magistralmente conduzida pelos advogados das partes, ser devolvida à Jurisdição de Segundo Grau”. Assim, enquanto o juiz mandou a ação para a 2ª instância, a empresa sentiu-se no direito de veicular o personagem mesmo com o processo em curso, o que ocorreu no filme de lançamento da primeira campanha publicitária da Fischer América para a cerveja. Deve-se destacar que dos autos constam depoimentos como de Ziraldo e Chico Anysio, cujos trechos reproduzimos a seguir: A testemunha Ziraldo Alves Pinto, quando ouvido as fls.736, explicou que, no fenômeno da humanização, inevitavelmente se faz certas adaptações, pois não existem determinadas características gráficas em seres humanos. Prosseguiu dizendo que tirante as inevitáveis adaptações o personagem humanizado é o mesmo do graficamente representado. Já as testemunhas Chico Anysio e Moacir Franco, ouvidas as fls. 738/739 e 740/741, reforçaram a tese de que a personagem interpretada pela também testemunha José Valien Royo seria a forma humanizada da concepção original do autor.



Escrito por Adonis Alonso às 14h34

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03/09/2006
 

“BAIXINHO” DA KAISER NA JUSTIÇA

 

"Bolada" e "Baixinho": gêmeos?

 

O “Baixinho” da Kaiser, que voltou à campanha publicitária da cervejaria  no primeiro trabalho realizado por sua nova agência, a Fischer América, é objeto de ação em trâmite na 4ª Vara Cível do Fórum Central de São Paulo. A ação, em segunda instância, é movida pelo criativo Wilson José Peron, que processa a Kaiser, recém-adquirida pela mexicana Femsa, por violação de direitos autorais. Em primeira instância o juiz declarou-se incapacitado para julgá-la. Esse caso começou em 1986, quando o diretor de arte Wilson Peron criou para a Kaiser, então atendida pela antiga MPM, o boneco “Bolada”, cujos traços mostravam um personagem baixinho, de boné, bigodinho e mudo. Na época, em campanha sobre o tema Copa do Mundo, o boneco “Bolada” contracenou com o humorista Chico Anysio em um comercial. O filme saiu do ar um mês depois, já que a seleção brasileira foi desclassificada da Copa do México pela França. Em janeiro de 87, porém, já na DPZ, a Kaiser relançou o seu “Baixinho”, agora em carne e osso, personificado pelo ator José Valien Royo, também mudo, de bigodinho e boné. Valien Royo interpretou o “Baixinho” da Kaiser por 14 anos. Em junho de 2004, já fora da campanha, ele assinou declaração para uso judicial dizendo estar completamente convencido de que o desenho criado em 86 por Wilson Peron inspirou totalmente o personagem que viveu na publicidade da cervejaria. O boneco “Bolada” foi registrado por Peron no Centro de Letras e Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 10 de outubro de 1985. O criativo, que viveu fora do país entre 1986 e 91, entrou com ação indenizatória e de retratação pública em 2001, após várias tentativas de acordo com a Kaiser.

 

História com precedente

 

"Pacheco": ação contra Gilette

 

 Wilson José Peron viveu caso parecido em 1982, quando atuava na então Alcântara Machado, Periscinoto, hoje AlmapBBDO. Naquele ano, visando ação referente à Copa do Mundo da Espanha, criou o boneco Pacheco para as campanhas da Gilette. O personagem foi um grande sucesso nas promoções do anunciante, transformando-se inclusive em boneco gigante que acompanhou torcedores aos estádios espanhóis nos jogos da seleção brasileira. Demitido da agência, entrou com ação na Justiça visando recuperar os direitos dos traços do personagem, que acabou ganhando cinco anos depois.



Escrito por Adonis Alonso às 22h17

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