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OPUS MÚLTIPLA NÃO ATENDE MAIS MARISOL
Depois de 20 anos de relacionamento, a paranaense Opus Múltipla e a Marisol decidiram encerrar sua parceria. Nos últimos tempos, a agência de José Rodrigues, dirigida criativamente por Renato Cavalher, vinha atendendo as marcas Lilica Ripilica & Tigor, além da própria grife Marisol, concentrando a maior parte da verba anual de R$ 20 milhões que o grupo investe em publicidade. A paulista Salem detém a conta da marca Pakalolo e dos desfiles da Lilica, a catarinense Mercado responde pelas ações institucionais do grupo e a gaúcha Paim desenvolve estratégia para a rede One Store de lojas de franquia e multimarcas, que começou a operar recentemente com três pontos de venda em São Paulo. José Rodrigues, da Opus Múltipla, afirma que o rompimento foi amigável e que poderá ser retomado no futuro, já que sua agência foi responsável pelo lançamento e consolidação da marca infantil Lilica Ripilica, hoje comercializada internacionalmente a partir de Milão, na Itália. Giuliano Donini, diretor de marketing da Marisol, explica que inicialmente o processo não prevê concorrência nem a contratação de uma nova agência. Segundo ele, a verba será redistribuída entre as outra três agências da empresa.
Escrito por Adonis Alonso às 16h57
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SBT DESISTE DO SEU BOLÃO
Determinação do departamento jurídico da emissora de Sílvio Santos acabou com a promoção “Bolão do SBT” que deveria ter sido lançada no último final de semana com campanha publicitária e participação de vários artistas da casa. Concorrente da ação “Seleção do Faustão”, o “Bolão do SBT” também seria desenvolvido via mensagens de texto de aparelhos celulares, com a vantagem de custar R$ 0,99 por ligação, contra os mais de R$ 4,00 cobrados pela Globo. Além disso, a promoção do SBT não se limitaria à inscrição através de simples resposta, mas previa também a previsão de resultados de jogos da Copa Mundo, cujos palpites poderiam ser dados até os 30 minutos do segundo tempo de cada partida, o que estimularia várias participações de cada pessoa, conforme o andamento dos jogos. Um problema com outra promoção da emissora, porém, levou os advogados do SBT a solicitarem o cancelamento desta e de outras ações do mesmo tipo até que seja solucionado seu problema com a Caixa Econômica Federal. A Globo prevê receber cerca de 40 milhões de mensagens de texto e arrecadar perto de R$ 100 milhões com a “Seleção do Faustão” até o final da Copa. Com o Bolão, o SBT também incrementaria o seu faturamento deste ano.
Escrito por Adonis Alonso às 10h46
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| 01/06/2006 |
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VOCÊ DECIDE

Desde que entraram no ar, os novos comerciais da Bradesco Seguros e Previdência provocaram uma série de comentários no mercado, que invariavelmente reage de diferentes formas quando o tema é a morte. No início dos anos 90, uma campanha da Itaú Seguros com Jô Soares, que batizou a morte de Jaime, foi responsável por grande polêmica na propaganda brasileira. No ano passado, com o comercial “Funeral”, a Neogama BBH chegou ao limite do bom humor, conseguindo tratar do assunto com a dose exata da piada sem transpor a barreira da grosseria. Como resultado, o filme conquistou uma série de prêmios. Agora, a mesma Neogama ousou um pouco mais e provoca reações que vão dos elogios às críticas com a mesma velocidade. A grande questão nesta campanha é a morte quase explícita de um motoqueiro e um mergulhador. O primeiro, a bordo de uma Harley Davidson, estoura uma bola de chiclete no óculos e entra desgovernado em túnel, de onde se ouve apenas uma freada e uma buzina de caminhão. No outro, um mergulhador é recolhido no mar por um helicóptero em busca de água e é jogado no meio do incêndio. Nos dois casos, o público é levado a imaginar o desfecho. Alguns profissionais do mercado elogiaram a ousadia. Outros, preferiam que o final adotasse uma linha mais para o estilo “videocassetada” do que para a tragédia. Falar de morte realmente é difícil mas, nos últimos tempos, o bom humor vem prevalecendo sobre a realidade crua, que via de regra assusta o potencial comprador de seguro de vida.
Escrito por Adonis Alonso às 12h37
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CHAMA O FISCHER!
Quadro “A Polêmica da Semana”, deste colunista, apresentado nesta quarta-feira (31) pelo programa Comercial & Cia. na rádio Band News FM
“Será que a Kaiser voltará a ser uma grande cerveja?
Quem já teve 15% do mercado tem credencial para resgatar esse sucesso.
Talvez o velho Baixinho não volte à TV, mas que será utilizado em eventos e convenções, não há dúvida.
Quem conhece o trabalho de Eduardo Fischer aposta nessa possibilidade.
Quando ele criou o slogan N° 1 para a Brahma, a número um de verdade era a Antarctica. E ele venceu.
Quando pediu para o consumidor experimentar a Nova Schin, todo mundo experimentou. Até Zeca Pagodinho, um fanático bebedor de Brahma.
E a Nova Schin chegou a 14% de participação,desbancando a Kaiser do terceiro lugar.
A história dessa marca começou com a DPZ, agência que inventou o Baixinho e criou o bordão: ‘Dá pra tomar uma Kaiser antes?’
Com essas campanhas a marca atingiu seu momento de glória. Tinha a distribuição da Coca-Cola e ainda vendia muito chopp nos pontos de venda exclusivos do refrigerante.
Hoje a kaiser patina com uma fatia de apenas 5% do bolo, apesar do trabalho sério e premiado feito pela Giovanni FCB.
Mas como empresas não vivem de prêmio, a Kaiser chamou Eduardo Fischer.
Com essa marca, ele poderá construir seu terceiro grande case no mercado de cervejas”.
Escrito por Adonis Alonso às 10h23
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| 31/05/2006 |
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CONTROVÉRSIAS
Primeiro foi Fernando Campos, ex-Giovanni, depois Zuza Tupinambá que iria assumir a Lowe. Nessas duas notas de um site especializado, “o mercado dava como certas essas possibilidades”. No mesmo espaço informativo, “as negociações entre BorghiErh estavam encerradas” e, três dias depois, em sua versão impressa, estavam em fase final de acerto. Fernando Campos está abrindo a Santa Clara Propaganda e Zuza Tupinambá anuncia em breve seu destino, que dificilmente será a Lowe. Ele avalia, sim, duas propostas de agências multinacionais e, mais recentemente, em convite que surgiu esta semana, de uma agência nacional em franco desenvolvimento.
Escrito por Adonis Alonso às 14h54
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| 30/05/2006 |
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ARTISTAS VENDEM EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO

Perspectiva de vida na visão de artistas plásticos brasileiros foi o tema utilizado pela MPM Propaganda para anunciar um dos maiores empreendimentos imobiliários da América Latina. A campanha, para seu cliente JHSF, reconhecida incorporadora do país, vende estilo de vida no Parque Cidade Jardim, que na primeira fase disponibiliza quatro torres residenciais. Aos apartamentos de alto padrão, com áreas entre 236 e 610 metros quadrados, se somarão num segundo passo um shopping center com as grifes mais importantes do país. Com preço entre R$ 1,5 milhão e R$ 10 milhões, 75% das unidades já foram comercializadas em apenas uma semana de veiculação da campanha. Entre as obras de artistas convocados para a campanha destaca-se quadro do diretor de arte Jack Ronc (acima), da própria MPM, que também participou da criação da estratégia do cliente.
Escrito por Adonis Alonso às 11h02
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| 29/05/2006 |
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“DÁ DÁ DÁ” FOI USADO POR IBI E SHOPPING IBIRAPUERA
A música alemã “DáDáDá”, com versão brasileira interpretada pelo cantor Nahin e que hoje serve como trilha e mote para a nova promoção da Pepsi-Cola, é velha conhecida da propaganda nacional. Sua primeira utilização foi ainda no início dos anos 80, quando a canção foi lançada, em campanha do Shopping Ibirapuera. Na Dois Pontos, então agência daquele centro de compras, atuava o jovem redator Woody Gebara, que participou do trabalho. Há dois anos, Gebara resgatou o “DáDáDá” como trilha e tema de comercial do Ibi Card, cartão da financeira da holding Cofra, dona da rede C&A . Na época, a produtora Lua Nova adquiriu os direitos de uso da música com exclusividade para o segmento financeiro. A nova promoção da Pepsi prevê o sorteio de Ipod por hora, um Ford Ecosport por semana e meio milhão de reais por mês.
Escrito por Adonis Alonso às 14h10
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| 28/05/2006 |
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MERCADO EXPLICA MUDANÇA DA KAISER
O sentimento da Giovanni FCB com relação à perda Kaiser deve ser semelhante ao experimentado pela Fischer América quando perdeu a Nova Schin no começo do ano ou a Brahma, em 98, ou pela DPZ quando perdeu a própria Kaiser, depois de ter lançado a marcado e atingido um share de quase 15%. Afinal, muitos defendem a campanha da Giovanni, e ela é realmente interessante, tendo produzido prêmios, inclusive o recente Grand Prix de Rádio do Fiap. O problema, é que a agência de Paulo Giovanni e Adilson Xavier pegou a Kaiser com 5% de participação no segmento de cervejas e a entrega com os mesmos 5%. Culpa da propaganda? Claro que não, afinal cerveja depende muito de distribuição, preço, pontos exclusivos, etc. E aí é que entra o expertise de Eduardo Fischer no segmento. Enquanto agência, a Fischer não se limita à propaganda. Participa da criação da estratégia, das ações no ponto de venda, dos eventos, das promoções. Foi assim com a Brahma, no desenvolvimento do conceito Nº 1 e foi assim também com a Nova Schin, quando mudou o nome do produto e criou a estratégia do “Experimenta”. A Kaiser ainda pode ser uma Grande Cerveja, como determinou a DPZ, utilizando o simpático Baixinho para difundir essa idéia. Fischer e DPZ talvez tenham mais motivos para terem curtido um sentimento de injustiça com as perdas. A DPZ por ter levado a Kaiser a uma fatia de 15% do mercado e a Fischer por ter cumprido a promessa de fazer da Brahma realmente a Nº 1 e fazer a Nova Schin incomodar as marcas tradicionais com quase 14% de share. Os números do mercado são implacáveis. A Giovanni não conseguiu aumentar a participação da Kaiser, apesar da qualidade publicitária. Fischer talvez vá um pouco mais longe, e promete devolver à Kaiser um lugar de destaque no segmento das cervejas.
Escrito por Adonis Alonso às 12h17
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